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Como se tornar um profissional de gestão

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10/05/2019

Chega um momento na vida profissional que temos que decidir entre a área técnica e área de gestão. Ambas têm suas vantagens e desvantagens. Mas o que importa mesmo é onde você se sente mais confortável em atuar, como você atua hoje e como você se vê daqui há alguns anos. Por exemplo, na área técnica você pode ser um especialista em cálculo estrutural de obras industriais (podendo, logicamente, calcular outros tipos de empreendimento).

Se você for conseguindo ampliar seus conhecimentos, experiência e habilidades, poderá se tornar um líder de projetos, coordenador de projetos, gerente de engenharia. Em alguns destes casos poderá continuar atuando tecnicamente e sendo líder simultaneamente.

Na faculdade/universidade adquirimos “conhecimento”. Mas isso não é suficiente, então precisamos ser estagiários, trainees, funcionário, para começar a adquirir “experiência”. Mas aí percebemos que também não é suficiente.

Um bom profissional vai além dos seus conhecimentos técnicos.

Na área de gestão, para sermos um bom profissional, além do conhecimento e experiência, precisamos adquirir jogo de cintura, boa redação, comunicação, liderança, gestão de pessoas, conhecimentos em finanças, saber negociar, conduzir reunião, entender de planejamento, orçamento, propostas, contratos, controles, desempenho, relatórios, riscos, contratos, pleitos, estratégias, contratações, legislações, dentre outros.

Isso conseguimos das seguintes formas: tendo um bom líder que nos delegue e cobre prazos e responsabilidades, mas que sobretudo oriente e dê um feedback. Como raramente temos esta oportunidade, temos que observar e absorver o que os bons profissionais fazem e procurar nos espelhar, questionar sempre, procurar entender os “por quês?”, ler revistas, livros, etc. e participar de atividades da área como palestras, workshops, publicações, discussões, congressos etc.

Apesar de parecer muito assunto, conhecimento, habilidade e responsabilidade (e na verdade é), não adianta ficar ansioso, tudo tem seu tempo. Precisa focar no que realmente precisa naquele momento, por exemplo se é um problema de orçamento, aprofunde no tema, entenda o conceito, entenda a memória de cálculo, entenda os custos diretos (mão-de-obra, materiais, equipamentos), custos indiretos, etc.

Auto-responsabilidade e auto-conhecimento

Precisamos ter a humildade de reconhecer e dizer aquilo que realmente não sabemos e, da mesma forma, ter a disciplina para se dedicar e saber assumir as responsabilidades.

Sempre passamos por quatro estágios: incompetente inconsciente, incompetente consciente, competente consciente, competente inconsciente.

De forma ilustrativa, quando estamos próximos da maioridade de idade não vemos o momento de adquirir nossa carta de motorista. E ao ver nossos pais dirigindo, temos a sensação que é muito fácil conduzir um veículo, então achamos que temos tal competência. Neste momento somos “incompetentes inconscientemente” porque pensamos que sabemos, quando na verdade não sabemos, ou seja, não temos a consciência de que não temos aquele conhecimento.

Entretanto, ao sentar no volante e engatar a primeira marcha o carro começa a “morrer”. Em outros momentos, o carro fica acelerado porque não trocamos a marcha no momento certo, e assim por diante. Então, tomamos a consciência de que realmente não sabemos e passamos a ser “incompetente consciente”. Diante disso, procuramos adquirir o conhecimento, no caso fazendo auto-escola.

Depois de muitas aulas, já não erramos mais, não deixamos o carro “morrer”, não esquecemos de puxar o freio de mão, de olhar no retrovisor e então passamos a fazer as coisas de maneira consciente, passando a ser “competentes conscientes”.

Com o passar do tempo, de tanto dirigir, já não precisamos mais ficar pensando se temos que pisar na embreagem, trocar de marcha, puxar o freio de mão, de modo que passamos a fazer as coisas de modo inconsciente e então chegamos ao estágio de “competente inconsciente”.

Tudo acontece na hora certa 

Isso acontece em tudo na nossa vida, de modo que para cada coisa, temos que refletir e tomar consciência em qual estágio estamos, e o que precisamos para passar daquele estágio.

Assim, não podemos esperar por uma empresa perfeita que tenha todos os processos, procedimentos, bom ambiente de trabalho, plano de carreira, organizada, grandes projetos, que receberemos os procedimentos prontos, treinamentos, autonomia, etc., simplesmente porque estas empresas não existem. Uma empresa pode ser referência em muitos quesitos, mas certamente tem suas deficiências, seja de ambiente, corpo técnico, procedimentos, burocratização, etc.

Não é a empresa que faz o funcionário. Por isso, mesmo se a empresa não possui plano de carreira, é você que precisa conquistar os cargos.

Muitos profissionais ficam esperando ser convidados para um cargo melhor, mas sem fazer a devida reflexão, se realmente estão preparados para assumir aquela função.

Existem os níveis operacional, tático e estratégico. Logicamente o profissional do nível operacional está neste nível porque somente tem o conhecimento, habilidade e visão operacional. Já um profissional do nível tático tem que ter todo o conhecimento, habilidade e visão superior ao do nível operacional, e assim por diante. Porém, enquanto os profissionais não trazerem para si outras responsabilidades além daquelas do seu cargo, mesmo sem ser remunerado por isto, jamais um superior vai enxergar que aquele profissional está preparado, salvo raras exceções.

Por fim, não basta ter conhecimento, experiência e habilidades, pois de nada vale isso se não tivermos atitude, ou seja, tomar decisão.

Logicamente não podemos descartar a realização de uma pós-graduação, de um MBA e, paralelamente de obter alguma certificação reconhecida no mercado (PMP, PfMP, PMI-PBA, PMI-ACP, Agile Scrum Master, etc.).

Particularmente no caso de Pós-Graduação e MBA em gestão, ambos são importantes e interessantes, mas somente são recomendados quando o profissional já tem certa experiência e atua naquela área, pois do contrário não vai conseguir absorver, tirar dúvidas e aplicar o conteúdo no seu trabalho.

Considerando que estamos na era da Revolução 4.0 e que as coisas acontecem a uma velocidade exponencial, não podemos esquecer de nos atualizar e adquirir outros conhecimentos, tais como: inovação, neurociência, internet das coisas, design thinking, robótica, blockchain, bitcoins, realidade virtual...

Confira como a CLG Engenharia Consultiva pode te ajudar. Veja nossos serviços de gestão.

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